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quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Fada Oriana - Educação para os valores e simbologia

«Durante as aulas de Português e Formação Cívica, leste a obra A Fada Oriana, de Sophia de Mello Breyner Andresen, no âmbito da Educação para os Valores. Esta obra tem uma forte carga simbólica. Faz o reconto desta história, referindo a sua simbologia e lição de vida.
Indica também, justificando, qual a personagem  e o excerto da obra que preferiste.»

          Cada pessoa tem uma fada dentro de si

 Nas aulas de Formação Cívica, escolhemos ler o livro A Fada Oriana, de Sophia e foi, sem dúvida, uma boa escolha. Esta história ensina-nos os verdadeiros e importantes valores da vida. Oriana erra, é verdade, mas, errar é humano e natural, porque se não errarmos, nunca poderemos acertar.
   A Rainha das Fadas deu a Oriana uma floresta para cuidar, incluindo todos os que lá viviam. Ela cuidava da velha, do poeta, do lenhador, dos filhos do moleiro...Lá também havia um lago, onde morava um peixe. Oriana lavava lá a sua cara todos os dias, até que um dia, o peixe viu-a e disse-lhe que ela era muito bela e que tinha umas asas muito bonitas...Oriana deixou-se levar e foi-se esquecendo da sua promessa à Rainha, pois perdia todo o tempo que tinha ouvindo o peixe e esquecia assim tudo o resto. Como castigo, a Rainha tirou-lhe as asas e a sua varinha de condão.
   Oriana foi procurar, então, os amigos que estavam na cidade, mas, sem asas, ninguém a  reconhecia já. Foi-se deitar junto de uma árvore, triste e desiludida. Depois,  foi procurar o filho do moleiro que tinha desaparecido por ela deixar de o cuidar e este estava com os animais que não o abandonaram. Mas já nem os animais acreditavam nela, por ela ter sido tão desleixada e irresponsável. Pediu então ao peixe que a ajudasse, mas ele não quis. Aí nesse momento, ela sentiu-se bastante traída: perdera todo o tempo com ele e perdera também tudo quanto lhe era querido... e esta era agora a recompensa dele...!
   Ao voltar para a cidade, Oriana, magoada com todos, mas sobretudo triste com ela própria, não encontrava solução para o seu problema. Queria ajudá-los de novo, mas já não tinha asas, nem os poderes da varinha de condão... Então, viu a velha que caminhava na direção de um abismo, sem se aperceber. Sem pensar, decidiu correr para a ajudar, esqueceu-se de que não tinha asas e ...caiu com ela...! Contudo, ao ver isso, a Rainha apareceu e devolveu-lhe as asas, mesmo nesse instante, e ambas se salvaram!
   Ela dera provas do seu verdadeiro coração. Arriscara a vida pelos outros, estava arrependida e todos voltaram a acreditar nela...
   Eu adorei o final da história. Nunca é tarde para nos arrependermos...


   Olha bem à tua volta...a Fada Oriana envia-te um beijo! Agarra-o...

Bruna Fonseca, 5ºA

   Olá, eu sou a Leonor e tenho 10 anos e durante a saulas de Formação cívica e no Clube de Leitores Vivos lemos imensos livros de Sophia de Mello Breyner, todos aliás! Agora é mesmo a minha escritora favorita.
   Li a obra A Fada Oriana e também gostei muito, porque aprecio bastante esta escritora!
   Eu gostei de todas as personagens, mas aquela de que gostei mais foi mesmo a Fada Oriana por ser tão generosa e amiga de ajudar os outros.
   Agora passo a recontar as aventuras desta belissima fada bondosa:

   Era uma vez uma fada que se chamava Oriana. Ela cuidava muito bem da floresta, tinha de tratar dos animais da floresta, das plantas e de todas as árvores. A Fada Oriana vivia na floresta e dormia na maior árvore de todas. Ela também cuidava da casa do moleiro, do filho do moleiro e da casa de uma velhinha e ainda lhes enchia a casa de comida.
   Certo dia, encontrou umas andorinhas que a iludiram a ir com elas para fora da floresta, para não trabalhar tanto e para viajar e conhecer o mundo e paisagens belas e desconhecidas. Mas, passado algum tempo, perdeu as asas e ficou sem poderes, porque já não cumpria as suas tarefas e só pensava no peixe que a elogiava no espelho de água do lago. Encontrou uma casa de um homem rico, onde nem os móveis se sentiam bem, porque estavam apertados.
    Desiludida, procurou pela Rainha das Fadas, mas encontrou a Rainha das Fadas Más, que lhe deu umas asas pretas e só a mandava fazer o mal. Como não se sentia bem assim, tirou as asas pretas e procurou a Rainha das Fadas Boas. Quando a encontrou, prometeu-lhe que cumpria as suas promessas e a rainha devolveu-lhe as asas, logo que ela deu provas disso e salvou a velhinha do precipício. A Fada Oriana viveu então, de novo, feliz e contente na floresta com os  seus amigos.
   Afastou-se e viu que errara, voltando depois a dar valor aos que a rodeavam e ao que fazia antes.
   Devemos pensar sempre pela nossa cabeça e não nos iludirmos com os outros. A humildade e a generosidade ficam sempre bem a todos e nunca são demais. Os sentimentos e as boas ações são muito mais importantes que a beleza exterior.
   Devemos sempre valorizar as boas amizades!

Leonor Vitorino, 5ºA

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