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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A árvore de Natal

A Árvore de Natal
A tradição da Árvore de Natal tem raízes muito mais longínquas do que o próprio Natal.Os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, deus da agricultura, mais ou menos na mesma época em que hoje preparamos a Árvore de Natal.
Os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casa no dia mais curto do ano (que é em Dezembro), como símbolo de triunfo da vida sobre a morte.
Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maças douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano.Segundo a tradição, S. Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos abetos com símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto.Na Europa Central, no século XII, penduravam-se árvores com o ápice para baixo em resultado da mesma simbologia triangular da Santíssima Trindade.A primeira referência a uma “Árvore de Natal” surgiu no século XVI e foi nesta altura que ela se vulgarizou na Europa Central, há notícias de árvores de Natal na Lituânia em 1510.Diz-se que foi Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que após um passeio, pela floresta no Inverno, numa noite de céu limpo e de estrelas brilhantes trouxe essa imagem à família sob a forma de Árvore de Natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o céu devia ter estado assim no dia do nascimento do Menino Jesus.O costume começou a enraizar-se. Na Alemanha, as famílias, ricas e pobres, decoravam as suas árvores com frutos, doces e flores de papel (as flores vermelhas representavam o conhecimento e as brancas representavam a inocência). Isto permitiu que surgisse uma indústria de decorações de Natal, em que a Turíngia se especializou.No início do século XVII, a Grã-Bretanha começou a importar da Alemanha a tradição da Árvore de Natal pelas mãos dos monarcas de Hannover.
Contudo, a tradição só se consolidou nas Ilhas Britânicas após a publicação pela “Illustrated London News”, de uma imagem da Rainha Vitória e Alberto com os seus filhos, junto à Árvore de Natal no castelo de Windsor, no Natal de 1846.
Esta tradição espalhou-se por toda a Europa e chegou aos EUA aquando da guerra da independência pelas mãos dos soldados alemães.
A tradição não se consolidou uniformemente dada a divergência de povos e culturas. Contudo, em 1856, a Casa Branca foi enfeitada com uma árvore de Natal e a tradição mantém-se desde 1923.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

DIA DOS DIREITOS HUMANOS

Todos os seres vivos têm o seu lugar. Todos os seres humanos são únicos e insubstituíveis ...

"A partir deste instante, A Liberdade será algo vivo e transparente Como um fogo ou um rio, Ou como a semente do trigo, E a sua morada será sempre o coração do Homem". Thiago de Melo

A Maria Fiadeiro (5ºC) partilhou connosco a sua composição sobre o Dia dos Direitos Humanos:


«Dia 10 de Dezembro é celebrado o Dia dos Direitos Humanos.

Eu acho que este dia é um dia importante para estar registado no calendário, porque todos nós temos direitos, independentemente da raça, religião, sexo, idade ou nacionalidade.

Estes direitos são muito importantes e devem ser respeitados: o direito a não ser maltratado, o direito à saúde, o direito de alimentação, o direito à educação, à liberdade, respeitando sempre a liberdade dos outros também, entre outros...

Na aula de Língua Portuguesa reflectimos já sobre alguns dos Direitos básicos da Criança e debatemos também a importância das efemérides associadas aos Direitos Humanos, como por exemplo os Dias da Tolerância e do Não Fumador, que acábamos de celebrar dias 16 e 17 de Novembro.

Foi importante saber ainda que toda a gente tem direito a ter um nome, um pai, uma mãe, uma família. Todas as pessoas devem respeitar e não julgar os outros pela aparência: a cor, ou se são deficientes ou não, ou têm características especiais de aprendizagem, por exemplo, ou se são "feios" ou bonitos demais, porque tudo isso são opiniões.

A verdadeira beleza está dentro de cada um. Não devemos pois julgar ninguém!

É que, por vezes, no nosso dia-a-dia, sem nos apercebermos, julgamos os outros errada e precipitadamente. Por isso, devemos ter atenção com tudo o que dizemos aos outros para nao os magoarmos.

Todas as pessoas devem ter os mesmos direitos, mas há muitos que não conseguem beneficiar desses direitos e por isso sofrem...Sofrem com fome, doenças, epidemias, racismo, iletracia, discriminação...

Como diz a nossa professora, nós somos os Homens e Mulheres de Amanhã, cabe-nos a nós também mudar o mundo, já nos dias de Hoje! :)»


Maria (texto melhorado) *


A propósito da comemoração deste dia, sugerimos que vejam, por exemplo, os filmes seguintes, quer em casa quer na escola:


* Amistad, um filme sobre o racismo, durante a época das Descobertas;

* O Pianista, um filme sobre a discriminação religiosa, durante a Segunda Guerra Mundial;

* O Estranho caso de Benjamin Button, sobre a discriminação perante a diferença e a doença, no início do século XX.
* O meu pé esquerdo, também sobre a discriminação perante a deficiência.


E ainda o maravilhoso e dramático livro:


* Diário de Anne Frank


Ver, julgar e agir. Reflictam e tomem posição.
Propomos ainda, para quem tiver mais tempo e motivação, a webquest sobre Os Direitos Humanos:
Direitos humanos ilustrados (actividade):



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cartas, sonhos e "Mil beijinhos"










PEDRA DE HERA é um aldeia muito parecida com qualquer outra aldeia do interior de Portugal. E Manuel, um menino como tantos outros, à espera que os dias passem até à mágica noite de 24 de Dezembro, véspera de Natal...
Que novidade traria a última carta do pai de Manuel de Pedra da Hera, do conto Sonhos de Natal, de António Mota?!








Esse é um mistério que terão de desvendar e ler a história até ao fim!


Entretanto, vão escrevendo os vossos "Sonhos de Natal" e não se esqueçam de trocar as receitas de que falámos...^^)


Um delicioso sonho (APETITOSO) para cada um, cheinho de açúcar e canela e...


"MIL BEIJINHOS"...;)

Menina do Mar, Sophia de Mello Breyner Andresen PROPOSTAS E SENSAÇÕES DE LEITURA

Eis algumas propostas interessantes de actividades para os leitores mais aplicados!


Desafio "MENINA DO MAR", a propósito da obra com o mesmo título da nossa querida escritora Sophia de Mello Breyner Andresen:

http://www.minerva.uevora.pt/web1/desafios/hist_menina_do_mar.htm

Resumo da obra (revê, relê antes de responderes ;):

http://pt.shvoong.com/books/science-fiction/794216-menina-mar/

JOGO DE QUESTÕES (QUIZZ MENINA DO MAR) ^^) :

http://www.eccn.edu.pt/departamentos/dclr/centrovirtual/quizzes/maria_patricio_quizzes/isabel_patricio_%20jan_menina_do_mar/isabel_patricio_%20jan/quizz_menina_do_mar.htm
SENSAÇÕES E COMENTÁRIOS APÓS A LEITURA DA OBRA PELOS ALUNOS DO 5º C:
«Eu gostei da obra A Menina do Mar de Sophia de Mello Breyner porque envolve Humanos e Peixes e acho isso muito interessante!
Também gosto particularmente desta obra pelo facto de envolver um rapaz com uma pequena "menina" sereia que media apenas um palmo de altura. Havia muitas diferenças entre eles, mas é o envolvimento e a cumplicidade entre os dois que faz com que o rapaz venha a ser o seu melhor amigo e companheiro.
Eu gostei mais daquele momento da história em que a Menina do Mar queria ir à Terra, porque os peixes não querem ir à Terra, mas esta menina é única. Era muito curiosa e comunicativa.
Se eu entrasse como personagem do livro queria ser a Menina do Mar, porque acho o papel dela muito importante, já que tem amigos peixes e um amigo Humano e eu também gostaria assim de conhecer seres diferentes.
A mensagem desta obra é a Amizade e o conhecimento entre diferentes espécies de seres vivos e/ou raças, numa sã convivência. Pois a amizade vence todas as diferenças.
Também aconselharia esta obra a um amigo pois devemos ser todos amigos e confiar nos amigos, mesmo que a realidade pareça difícil.
A minha frase preferida da obra é : "Agora a tua terra é o mar- disse a Menina do Mar." O rapaz respondeu então que nunca mais se separariam.
Eu também aprecio bastante esta escritora pois descobriu a sua vocação/ profissão aos três anos de idade e acho isso bom para as crianças que também devem estar atentas ao que gostam mais de fazer.
Ela aprendeu o seu primeiro poema aos três anos de idade: aprendeu-o visualmente. Este poema chamava-se Nau Catrineta. Ela aprendeu com uma empregada, a Laurinda, que trabalhava lá em casa de sua mãe e era como se fosse da família.»
Filomena 5ºC
«Eu achei muito bonito o tema desta obra, porque fala de um amor proibido entre as personagens que vivem num mundo paralelo: a Terra e o Mar. Por um lado, o menino afoga-se se for ao mar e, por outro lado, a Menina seca e morre em Terra.
Eu gostei muito da personagem Menina do Mar porque acho que é uma personagem muito completa.
A frase deste livro que mais me ficou na memória foi:"- Trouxe-te uma flor da Terra", porque acho a frase e o gesto muito bonitos e inspiradores para mim.
Eu identifico-me mais com o caranguejo, porque como ele cozinha e diz: " Eu é que cozinho" e eu também adoro cozinhar...É que às vezes eu peço à minha mãe se me deixa ajudá-la a fazer o jantar.:)
Eu acho que a mensagem deste livro é para nunca desistirmos dos amigos. Quem escreveu esta obra foi Sophia de Mello Breyner Andresen que, em tempos, foi uma grandíssima escritora de livros para crianças e adultos.
Eu aconselharia este livro aos meus dois amigos, o João Miguel e o Guilherme, porque, de certo, eles também iriam gostar destas aventuras no mar.»
Pedro Bártolo (5ºC)
«Eu gostei da obra porque acho que a amizade vale por tudo e vence todas as dificuldades.
A personagem que eu preferi foi o polvo, porque achei engraçado o que o polvo fez: esticou muito os seus sete braços e começou a tocar guitarra.
A passagem de que eu mais gostei na obra foi quando o polvo, o peixe e o caranguejo formaram uma grande orquestra.
A frase que mais me ficou na memória e de que mais gostei foi: «Os peixes dizem que os homens fritam tudo quanto apanham» e quem disse esta frase foi a Menina do Mar. Foi cómico!
E, para acabar, eu aconselharia esta obra a todas as pessoas que valorizem a Amizade e queiram saber mais sobre o Mar.»
João Gamanho (5ºC)
«Eu gostei muito de ler esta obra e ainda gostei mais de fixar as suas frase bonitas.
A Menina do Mar conheceu um menino e num primeiro momento tinha medo de ser frita pelos humanos, mas o rapaz explicou-lhe as suas intenções e ela acreditou. A obra é muito interessante!
Na minha opinião, a mensagem desta obra é que nunca devemos recear lutar por ficar com quem amamos, nem devemos deixar sair da nossa vida quem é importante para nós!
E digo isto, porque eu faria o mesmo, lutaria por todas as pessoas que adoro, tal como o rapaz!»
Celina (5ºC)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Sonhos de Natal ...

Estamos a ler a belíssima obra de António Mota, Sonhos de Natal...

Partilhem connosco o vosso Sonho de Natal e venham escrevê-lo numa Estrela...Quem sabe ele não se tornará realidade! É que a magia do Natal...precisa de muito pouco para acontecer!


Eis um link posível para esclarecimento de dúvidas. ^^)










Não deixem também de consultar os blogues que estamos a seguir e que propomos aqui ao lado ___-----_____-----»»

UM ACONTECIMENTO EXTRAORDINÁRIO











A professora de Português propôs que dessemos continuidade ao texto que agora apresentamos de Luísa da Costa, História com Recadinho.... Surgiram, então, histórias muito engraçadas. Aqui apresentaremos, logo de seguida, algumas delas ... :):




Um acontecimento extraordinário




«Uma vez no reino das bruxas deu-se um acontecimento extraordinário: nasceu uma bruxinha, radiosa, como o sol - o que foi considerado de muito mau agoiro. Que fazia aquele sorriso emoldurado por cachos de caracóis, entre vapores peçonhentos? - Perguntavam, desconfiadas, as bruxas velhas, fungando maus pressentimentos à distância. E as suspeitas confirmaram-se. A bruxinha não mostrava nenhuma das aptidões requeridas por aquele mundo de trevas, árvores mortas de aves agoirentas.




Volta não vira, escapulia-se na sua vassourinha, faltava às aulas de bruxaria e ria do mau humor das mestras - a quem as gargalhadas, tilitantes, arrepiavam como guinchos de portas ferrugentas. Pior. Libertava os sapos e as cobras destinados aos caldeirões dos malefícios. E como se isso não bastasse, para acender remoques e achaques das bruxas, todo o dia dançavam e cantava como se um pássaro-borboleta ali tivesse, magicamente, surgido. Não, o seu reino não era aquele. E numa noite que uma revoada de bruxas ia sair para o mundo dos homens, semear maldades, a bruxinha decidiu abandonar aqueles lugares insalubres e atreitos e constipações. Mas não foi fácil. As bruxas por onde passavam diexavam tudo num breu de tempestade, porque apagavam as luzes das estrelas só com o fraldejar das suas capas sinistras. E a bruxinha tinha de esperar que elas se afastassem enfronhadas nas suas maldades, para voltar a acender o lume com a rama da sua vassourinha. E tanto se atrasou nesse trabalho que a determinada altura os perdeu de vista. Deixá-lo! Não tinha importância. O importante era ter saído de uma vez para sempre daquele mundo charquento.»









Eis a continuação da história proposta pela Rita (5ºC)...


«A nova vida da bruxinha


Quando chegou ao mundo dos homens a bruxinha caiu numa escola e bem por cima de um dos seus telhados! Esta escola chamava-se EB 2/3 do Tortosendo.

Os alunos ao ouvirem um barulho, ficaram curiosos por saber o que seria aquele ruído e foram então ao telhado da escola, logo que puderam, claro. Ao encontrarem a bruxinha a sacudir a roupa, perceberam que era simpática e que ela não fazia mal, então levaram-na para a sala da turma deles, o 5ºC. Até aí, a bruxinha não tinha ainda falado absolutamente nada, pois continuava a observar tudo e todos, com toda a atenção, mas depois apresentou-se.

Ninguém conseguia acreditar que era mesmo uma bruxa, mas, desde aí, a bruxinha, radiosa como o sol, ficou na escola a aprender a ler e a escrever. E que bom que era...!

A bruxinha não queria voltar para a aquele mundo aterrador, mas também não aguentava ficar sem dar novidades. Então, resolveu enviar cartas e assim mostrava que já sabia ler e escrever! :)»



Eis agora a proposta da Filomena:


«A bruxinha boa encontra os humanos


A bruxinha encontrou, no novo mundo dos humanos, crianças pequenas, bonitas e carinhosas e começou então a fazer amizade com elas.

Também começou a frequentar a escola dos humanos e a aprender novos hábitos e brincadeiras.

Encontrou uma família que a acolheu e a ajudou a viver nesse novo mundo, sem a discriminar por qualquer motivo. A essa nova família, a bruxinha radiosa contava histórias sobre o seu passado no reino ferrugento das outras bruxas, mas disse-lhes que preferia o mundo dos humanos.

Ela vive agora muito feliz e sentiu-se muito melhor nesse novo mundo, no seio de uma nova família e na sua nova casa. » :)


Já o Pedro resolveu sugerir um fim diferente:

«A Bruxinha

Depois de ela se ter separado das outras bruxas tenebrosas e assustadoras, ela fez coisas boas pelo homem e pelos outros seres vivos.

Mas, um certo dia, ela teve de guerrear com um bruxa malvada que queria dominar o mundo. E quase conseguia, pois a bruxinha estava ferida e já muito fragilizada do combate. No entanto, os homens e mulheres dessa vila ajudaram a bruxinha e a amizade foi tanta e o sentimento tão forte que os bons acabaram por vencer!

Os bruxos e bruxas do mal tornaram-se bons e nunca mais houve guerra entre os dois mundos.

E assm viveram felizes para sempre! :)»


ESPERAMOS QUE GOSTEM E QUE IMAGINEM TAMBÉM VOCÊS OUTROS MARAVILHOSOS EPISÓDIOS NA NOVA VIDA DA BRUXINHA RADIOSA COMO O SOL...

FELIZ NATAL E ...NÃO SE ESQUEÇAM...TODOS PODEMOS MUDAR O NOSSO MUNDO, TAL COMO ESTA PEQUENINA BRUXINHA!

^^)