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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

OS LIVROS

Os livros.

A sua cálida, terna, serena pele.
Amorosa companhia.
Dispostos sempre a partilhar o sol das suas águas.
Tão dóceis,tão calados, tão leais.
Tão luminosos na sua branca e vegetal e cerrada melancolia.
Amados com nenhuns outros companheiros da alma.
Tão musicais no fluvial e transbordante ardor de cada dia.

Eugénio de Andrade

MIA COUTO, MOÇAMBIQUE

Mia Couto

– Pseudónimo de António Emílio Leite Couto – nasceu na Beira, Moçambique, a 5 de Julho de 1955. É um dos escritores que melhor traça linhas no branco, das que falam em português e nas outras. Expõe-se em cada livro: põe o coração do lado de fora. Pinta-nos a cara. Com palavras, estica-nos a boca até ao sorriso – com ou sem lágrimas.A mão dada à oralidade, o tacto, o perfume dos seus livros, as imagens nas palavras, fazem-no um dos melhores contadores de estórias a respirar.Mia Couto – pseudónimo de António Emílio Leite Couto – nasceu na Beira, Moçambique, a 5 de Julho de 1955. É um dos escritores que melhor traça linhas no branco, das que falam em português e nas outras. Expõe-se em cada livro: põe o coração do lado de fora. Pinta-nos a cara. Com palavras, estica-nos a boca até ao sorriso – com ou sem lágrimas.A mão dada à oralidade, o tacto, o perfume dos seus livros, as imagens nas palavras, fazem-no um dos melhores contadores de estórias a respirar.

VALE A PENA LER A SUA OBRA !...EIS ALGUNS DOS LIVROS DA MINHA PREFERÊNCIA E JÁ ABORDADOS NO CLUBE:

* O GATO E O ESCURO :)

* MAR ME QUER :)

* TERRA SONÂMBULA :)

MAR MEU ... dar voz à Lusofonia ^^)

Mar Meu, Xanana Gusmão

O que faz a estrada andar?
É o sonho
Enquanto a gente sonhar
A estrada permanecerá viva
É para isso que servem os caminhos
Para nos fazermos parentes do futuro.

O direito à liberdade é a voz mais funda e mais antiga da condição humana. Xanana Gusmão conquistou-o, mesmo no exílio da prisão, de onde sempre entreviu o mar, com o olhar de esperança que encurta distâncias e anula barreiras.
O mar é a estrada que une.
O céu, a dimensão da vontade infinita de mudar a face do mundo, de Angola a Timor.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

RECOMEÇA...

Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
(Portugal, séc. 20)


Ano novo, Vida nova ^^)


Olá amiguinhos leitores ^^)


Neste novo ano de 2010, desejamos a todos muito Boas Leituras...

Cada vez mais e melhores leituras e que estas nos ajudem não só a Sonhar e evadir-nos através dos livros para outras realidades, mas também que nos ajudem a Conhecer as coisas do mundo (e a dominá-las por isso) e ainda a Pensar, reflectir, tomar posição para decidir e agir de forma mais consciente.

Queremos ser Pensadores e Actuantes no nosso mundo. Pela leitura encontraremos o instrumento edificador do Ser...

Lendo, estaremos construindo o Amanhã.

Estaremos aprendendo sempre mais para podermos construir algo melhor e encontrar soluções para os problemas com que nos deparemos, mais tarde.

Estaremos em busca de um Amanhã que esperamos sempre melhor.

Um Mundo cada vez melhor. Mais Unido, mais Sábio, mais Verde.

E promovendo a leitura, com o nosso exemplo, estaremos também semeando a Esperança nos vossos corações. :)


Boas Leituras.

Boas energias, pois... Abyssus, Abyssum invocat...;D


Sigam sempre a vossa Estrela.
Beijinhos,
Professora Rogélia *

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A árvore de Natal

A Árvore de Natal
A tradição da Árvore de Natal tem raízes muito mais longínquas do que o próprio Natal.Os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, deus da agricultura, mais ou menos na mesma época em que hoje preparamos a Árvore de Natal.
Os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casa no dia mais curto do ano (que é em Dezembro), como símbolo de triunfo da vida sobre a morte.
Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maças douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano.Segundo a tradição, S. Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos abetos com símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto.Na Europa Central, no século XII, penduravam-se árvores com o ápice para baixo em resultado da mesma simbologia triangular da Santíssima Trindade.A primeira referência a uma “Árvore de Natal” surgiu no século XVI e foi nesta altura que ela se vulgarizou na Europa Central, há notícias de árvores de Natal na Lituânia em 1510.Diz-se que foi Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que após um passeio, pela floresta no Inverno, numa noite de céu limpo e de estrelas brilhantes trouxe essa imagem à família sob a forma de Árvore de Natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o céu devia ter estado assim no dia do nascimento do Menino Jesus.O costume começou a enraizar-se. Na Alemanha, as famílias, ricas e pobres, decoravam as suas árvores com frutos, doces e flores de papel (as flores vermelhas representavam o conhecimento e as brancas representavam a inocência). Isto permitiu que surgisse uma indústria de decorações de Natal, em que a Turíngia se especializou.No início do século XVII, a Grã-Bretanha começou a importar da Alemanha a tradição da Árvore de Natal pelas mãos dos monarcas de Hannover.
Contudo, a tradição só se consolidou nas Ilhas Britânicas após a publicação pela “Illustrated London News”, de uma imagem da Rainha Vitória e Alberto com os seus filhos, junto à Árvore de Natal no castelo de Windsor, no Natal de 1846.
Esta tradição espalhou-se por toda a Europa e chegou aos EUA aquando da guerra da independência pelas mãos dos soldados alemães.
A tradição não se consolidou uniformemente dada a divergência de povos e culturas. Contudo, em 1856, a Casa Branca foi enfeitada com uma árvore de Natal e a tradição mantém-se desde 1923.