Rasgos do tempo, em espaço aberto que voltam para nos trazer um vento fresco e perfumado de
flashes de vivências doces e prazenteiras...o elo de ligação entre um tempo e o outro, tão singelamente num papel. O fio dA memória se desfiando pela escrita! Que coisa assombrosa a palavra!
Verbum. Verba. Que pequenos deuses todos somos por registarmos vivências, sentires, episódios, sentimentos e, assim, nos eternizarmos no futuro.
Há que disso ter consciência.
Pois ler um nosso diário de infância é quase como, atónitos, nos reconhecermos em "outros" que fomos, como personagens que vivem dentro e fora de nós em simultâneo. Reestruturando-nos, reerguendo-nos, reflectindo-nos quem fomos, quem somos, quem queremos ser. Mostrando-nos o caminho, que a caneta (ou o teclado), quase instintivamente, vai desenhando na folha branca de papel (ou no vazio do ecrã).
Eis o milagre assombroso da escrita. registem o que sentem, como sentem, porque o sentem. Quem são e o que vivem: eis o melhor legado para os que hão-de vir...
Como Anne Frank, Joana, Adrian Mole, Danny, e tantos tantos outros...
E, quem sabe, não se rirão, no futuro, ou aprenderão com a vossa história de vida, os vossos próprios filhos...tal como em
The curious case of Benjamin Button, um filme a não perder, onde um diário assume um papel fundamental, no desenrolar da história.
Pela escrita, somos.
Mãos à obra:
*TPC, pois-» CRIAR UM DIÁRIO E COMEÇAR HOJE JÁ!!
Rogélia Maria Proença